BLOG BRASIL - VIRGOLINO DE ALENCAR


Quinta-feira , 27 de Outubro de 2016


QUADRA - SAUDADE

 

SAUDADE E BOEMIA

 

Virgolino de Alencar

 

Saudade e boemia
Andam de braços dados...
Ambas são a companhia
Dos traídos, desprezados. 

Escrito por Virgolino de Alencar às 5h55 PM
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Domingo , 14 de Agosto de 2016


Crônica

 

AS PENEIRAS DE SÓCRATES, O FILÓSOFO, E A FOFOCA

Virgolino de Alencar

Vejam a atitude de Sócrates, filósofo grego que dispensa apresentação, diante de um jovem que o procurou para lhe contar um segredo.

Sócrates, com a perspicácia própria dos filósofos, indaga ao jovem:

“O que você vai me contar já passou pelas três peneiras?

- Três peneiras?

Sim. A primeira é a da verdade. O que você quer contar é um fato concreto? Se é de ‘ouvir dizer’, nem quero saber.

Se for verdade, deve passar pela segunda peneira: a da bondade. O que você vai contar é coisa boa? Ajuda a construir ou destruir o próximo? Se o que você vai contar é verdade e é bom, ainda tem que passar pela terceira peneira: a da necessidade.

Convém contar? Interessa à comunidade? Melhora o mundo? Então, se passar pelas três peneiras, conte! Caso contrário, esqueça, porque fuxico eu não escuto.”

O jovem consulente notou que seu segredo era uma fofoca, deu meia volta e foi embora.

 

Lembremos, então, do conselho socrático, quando quisermos contar um segredo e só o façamos se não representar um fuxico e se passar pelas três peneiras.

Escrito por Virgolino de Alencar às 5h42 PM
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Quinta-feira , 28 de Julho de 2016


Vida Em Preto e Branco

Virgolino de Alencar

Vida... quantos mistérios a envolvem
em desígnios e sofreres insondáveis,
desideratos e calvários intermináveis,
busca incessante do imponderado...
Inúteis são os desejos...as esperanças,
exaustivas e extenuantes são as andanças
no caminhar rumo ao destino ignorado...
Não vale a pena a cansativa luta,
vivendo numa desgastante disputa
contra um inimigo inidentificado.

Vida... uma janela aberta para o nada,
de onde se tem uma infinita visão,
dela vê-se muito, mas é tudo em vão,
o pensamento voa, voo inconcluso...
A natureza, dizem, tem muitas cores;
daqui não se distingue os teores,
tudo é preto e branco, o céu incluso...
O ar é inodoro, o sabor é insosso,
quando não azedo, amargo... e nesse fosso,
entre o belo e o feio, oscila-se confuso.

Vida...indistinto é o seu real sentido,
inconvincentes são suas definições,
inaceitáveis são suas convenções,
sufocantes as ordenações impositivas...
Não é fácil romper as amarras apertadas,
livrar-se das pressões sobrecarregadas
por via de rígidas estruturas normativas...
Queda-se, assim, com a íntima sensação
de que tudo é fatal...à vista não há solução
para uma vida presa em redomas coercit
ivas.

 

 

 

Escrito por Virgolino de Alencar às 3h20 PM
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Quinta-feira , 07 de Julho de 2016


Poema/Vida

 

Vida Em Preto e Branco

Virgolino de Alencar

 

Vida... quantos mistérios a envolvem
em desígnios e sofreres insondáveis,
desideratos e calvários intermináveis,
busca incessante do imponderado...
Inúteis são os desejos...as esperanças,
exaustivas e extenuantes são as andanças
no caminhar rumo ao destino ignorado...
Não vale a pena a cansativa luta,
vivendo numa desgastante disputa
contra um inimigo inidentificado.

Vida... uma janela aberta para o nada,
de onde se tem uma infinita visão,
dela vê-se muito, mas é tudo em vão,
o pensamento voa, voo inconcluso...
A natureza, dizem, tem muitas cores;
daqui não se distingue os teores,
tudo é preto e branco, o céu incluso...
O ar é inodoro, o sabor é insosso,
quando não azedo, amargo... e nesse fosso,
entre o belo e o feio, oscila-se confuso.

Vida...indistinto é o seu real sentido,
inconvincentes são suas definições,
inaceitáveis são suas convenções,
sufocantes as ordenações impositivas...
Não é fácil romper as amarras apertadas,
livrar-se das pressões sobrecarregadas
por via de rígidas estruturas normativas...
Queda-se, assim, com a íntima sensação
de que tudo é fatal...à vista não há solução
para uma vida presa em redomas coercit
ivas.

Escrito por Virgolino de Alencar às 4h47 PM
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Frase

AH TEMPO!

 

Meu tempo pediu tempo ao tempo. O tempo respondeu que não tinha tempo para meu tempo. Meu tempo, sem contar com o tempo do tempo, fica sem tempo para solucionar as coisas a tempo. É perda de tempo. Ah tempo!

 

Virgolino de Alencar

Escrito por Virgolino de Alencar às 10h42 AM
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Sábado , 25 de Junho de 2016


Poema

BRASIL ÓRFÃO

A FALTA DE UM SALVADOR DA PÁTRIA

V. A.

Foto de Virgolino De Alencar.

Escrito por Virgolino de Alencar às 7h45 PM
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Segunda-feira , 23 de Maio de 2016


Artigo - OC

"A INVEJA É UMA ARMA DE DESTRUIÇÃO EM MASSA"!!!

SOBRE ESSE TEXTO DE Olavo de Carvalho, QUE ORA COMPARTILHO, estou lendo, entre os comentários, um que representa aquilo que observo nos críticos de OC: não podendo desqualificar a profunda bagagem intelectual dele, não tendo condições de apresentar a quantidade e qualidade de sua obra, externam o sentimento mais condenável no ser humano - A INVEJA!
Gente que não será chamada para fazer prefácio nem de versinho de cordel, deve morrer de dor de cotovelo ao ver Olavo ser convidado para prefaciar, entre outras muitas, a obra de ANDREW LOBACZEWSKI - PONEROLOGIA - PSICOPATAS NO PODER, como também não ter gabarito para escrever outra importante obra de Olavo - Maquiavel ou A Confusão Demoníaca, além de muitos livros que seria ocioso citar aqui.
Artigos, crônicas, análise dos mais variados temas do conhecimento humanístico saem da pena de Olavo como doces iguarias ou como boas taças de vinhos de uvas de safras preservadas em tonéis da fértil inteligência humana.
Porra. Quem nasceu para plantar Cacau pode lá colher O BOM TRIGO DA CULTURA UNIVERSAL, COMO O FAZ OLAVO DE CARVALHO?
Que que é isso, Brasil, onde Gilberto Gil e Caetano Veloso são considerados intelectuais e pouquíssimas pessoas sabem quem é Machado de Assis?
Quem acham disso Priscila GarciaMayr Sampaio Fortuna?

VIRGOLINO DE ALENCAR

Escrito por Virgolino de Alencar às 6h36 PM
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Sábado , 06 de Fevereiro de 2016


Artigo - Humor

Republicando aqui no Blog, para lembrar que o humor goza o poder e não o contrário. Humorismo, partindo do poder em cima de adversários, normalmente não tem nenhuma graça. Faz rir amarelo.

Virgolino de Alencar
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Do Blog de Maria Helena Rubinato Rodrigues de Sousa:

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ENVIADO POR JOSÉ VIRGOLINO DE ALENCAR

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Olhem o que achei na gaveta!

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(Noutro dia, por sugestão de um artigo de Jorge Rodini, de 2006, falei em inaugurar a seção Famosas Últimas Palavras, no sentido brincalhão da expressão. Não colou. Levaram a sério... Então, rebatizei a seção: Olhem o que achei na gaveta! Espero que vocês abram as gavetas e enviem textos que estão por lá, escondidinhos.
Hoje tenho o prazer de apresentar um conterrâneo de José Américo de Almeida que, para não fugir ao xote, é Zé: Como Tem Zé Lá Na Paraíba! A maioria, como sabemos, grandes Zés. Pois o José Virgolino abriu a gaveta). MHRRS.

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"O humor e o poder

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Acho interessante a reação dos apaixonados lulistas ante as críticas que se faz ao presidente da República e ao PT. Não tendo argumentos para rebater a crítica, lá vêm eles afirmando que o crítico vai morrer de raiva e, querendo ser gaiatos, terminam suas besteiradas com uma orkutiana série de rs’s significando risos.
Ora, os ilustres aparentemente risonhos áulicos do poder precisam saber que, em época nenhuma, em lugar nenhum do mundo, há humor a favor, não existe humor do poder sobre os opositores. Quando tentam fazer graça a favor, geram mesmo é um sorriso amarelado, nada engraçado.
Por outro lado, no mundo inteiro, quando se abre páginas de humor, e são muitas, encontra-se motivo para rir dos poderosos, porque os verdadeiros humoristas são habilidosos observadores da eterna ópera bufonídea encenada pelos donos e vassalos do poder.
Esse riso faz bem à vida, à saúde, às idéias, ao pensamento, à criatividade. Ideal não mata e nem tira o humor de ninguém. O que tira o humor de certas pessoas são as suas próprias alopradas trapalhices, quando se incluem nas troupes que se aboletam nos palácios e perdem totalmente a noção da realidade. Quando flagrados na parlapatice e vêem exibidas as ridicularias, aí sim, eles perdem o humor, perdem a esportiva, partem para a agressão e ficam fuçando à procura de fatos que desqualifiquem o crítico/humorista.
E não é só o humor puro que tira do sério os poderosos. A palavra, mesmo sem intenção de fazer graça, ao contrário, procurando mostrar fatos e verdades, também arrasa o humor dos totalitaristas, autocráticos, ditadores, imperadores e assemelhados.
Não consta que Brecht morreu de raiva ao, com sua palavra certeira, abalar os alicerces do III Reich. Quem deve ter implodido de ódio foi o ditador Adolf Hitler.
Aqui no Brasil, quem ajudou a defenestrar Getúlio do aparentemente inabalável Estado Novo foi a palavra incisiva e verdadeira do paraibano José Américo de Almeida, numa entrevista ao então jornalista Carlos Lacerda.
Getúlio Vargas, que anos depois voltou ao poder, populista, pai dos pobres e mãe dos ricos, deu um tiro no coração, certamente não pelo bom humor do poder, mas as bem humoradas críticas dos jornais e escribas da época definitivamente destruíram sua vontade de rir. E até de viver.
Tomás Antônio Gonzaga, com seu cáustico humor em cima do Fanfarrão Minésio, não matou de raiva, mas chegou perto, o governador Luís da Cunha Menezes, a quem ridicularizou de modo desconcertante, em suas Cartas Chilenas, que é matéria-prima de nossa literatura.
Na atualidade, humoristas como Zé Simão, Marcelo Tass, Jô Soares, Millôr Fernandes, Marcelo Lyra, com o fino traço do humor inteligente, humor entremeado com um ideal de pensador e não pura gaiatice despropositada, têm, com certeza, estragado a alegria de muitos vassalos que nessa hora não aparecem com seus paupérrimos rs’s.
Enfim, o riso do poder é o riso da hiena, é o sarcasmo que não se peja de vomitar seu escárnio sobre uma situação político-social que, no Brasil atual, joga na exclusão uma massa enorme de gente sofrida.
E isso não tem graça nenhuma."
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O autor:
José Virgolino de Alencar, 67 anos, Auditor Fiscal do Estado da Paraíba e Professor Adjunto da UFPB, aposentado de ambas as funções, escreve para jornais, revistas, blogs, portais e onde quer que encontre espaço para se manifestar. Aqui, também encontrou... MHRRS

Escrito por Virgolino de Alencar às 9h18 AM
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Quinta-feira , 28 de Janeiro de 2016


Matéria do Google

 

Matéria do Google

 

Consultando o Google, encontrei no Blog de Roberta Carrilho um generoso comentário de Juarez Nogueira e a transcrição do artigo que escrevi no meu antigo Blog, agora desativado, sob o título O Perigo da Inteligência, que agora reproduzo aqui no Blog Brasil.

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Virgolino de Alencar

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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

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O PERIGO DA INTELIGÊNCIA por José Virgolino de Alencar (comentário de Juarez Nogueira)

Recebi este texto do meu amigo de longos anos, JUAREZ NOGUEIRA, sempre muito presente. Admiro não só pela sua inteligência privilegiada, ou pelos seus talentos literários, mas pela fidelidade dos seus sentimentos e coesão entre a fala e ação.
É tão bom ter amigos ... amigos inteligentes, coerentes, sensíveis é ainda melhor.
Beijussss Juarez...

É um texto extremamente lúcido e reflexivo.
Adorei!!!
Roberta Carrilho
Mas o texto lembrou-me o conto do escritor H.G.Wells, “A terra dos cegos”.

O conto fala de um lugar onde as pessoas são cegas há várias gerações. Porque não podem ver, não reconhecem seu problema. Até que um homem, Nunez, com visão normal, tenta persuadir a população cega do problema da falta de visão. Num trecho da obra, lê-se:

“A imaginação de outros tempos fora substituída pela que a atmosfera de trevas lhe ditava, auxiliada pela sensibilidade dos ouvidos e das pontas dos dedos. Nunez apercebeu-se de que mais tentativas para lhes fazer compreender a verdade resultariam absolutamente infrutíferas”.

Sim, ele fracassa. E a população decide, por fim, arrancar-lhe os olhos para curá-lo de sua ilusão.

O texto me lembrou o conto “Teoria do Medalhão”, de Machado de Assis (1881). É a história de um pai que aconselha o filho sobre seu futuro para garantir a recompensa de seus esforços. O pai diz ao filho que não pense muito, não tenha ideias próprias, seja popular. Assim será sempre lembrado, pois agrada a todos, é simpático, quando na verdade não é. O pai aconselha o filho a não divergir dos demais, a ser conivente com a maioria das pessoas para ser tido como necessário em todos os lugares, eventos sociais e festas. Isto para ser lembrado durante a vida e depois da morte também.

Também me lembrou Samuel Pepys, no Diary (1665):
“(...) living as I do amongst so many lazy people, that the diligent man becomes necessary (…). Traduzindo: “(...) vivendo como eu vivo entre tantos picaretas, um homem diligente se faz necessário (...)”.

Os que já me conhecem, sabem: tenho miopia, astigmatismo, daltonismo, fotofobia e vista cansada. Principalmente vista cansada. Principalmente.

(Independentemente dos meus distúrbios de visão, também me fez pensar bastante, ah isso fez, no fato de que a UFMG dispensou a leitura de obras literárias... Será por quê, hein? Ah, deixa pra lá... Isso é outra história...)

Então, segue o texto, com meu abraço: 

Juarez Nogueira

"O perigo da inteligência"

"Do eterno girar do tempo e dos seculares conflitos entre os poderosos e as sociedades humanas, são incontáveis os exemplos de que a inteligência é um perigo, de que o talento causa susto aos títeres e aos incompetentes e despreparados que detêm o mando, seja o econômico, seja o político. A ascensão ao poder e a conquista de riquezas são fatos que, com raríssimas exceções, ocorrem com personagens medíocres, pouco familiarizados com o saber culto, mas sabidos (não sábios) nessa artimanha de dominar a cena, monopolizando o comando político e a propriedade dos bens de produção.

Apesar do poder e da riqueza, tais personagens são inseguros e medrosos diante da inteligência, do talento e da competência. Vivem assustados ante a possibilidade de ver seus alicerces de poder e de força econômica minados pela letalidade da palavra dos sábios, que costuma ter efeito de canhão quando mirada na direção da mediocridade do poderoso.

Quando Winston Churchill, ainda jovem, fez seu primeiro discurso na Câmara dos Comuns, ao terminar, perguntou a um parlamentar mais antigo o que ele achara do pronunciamento. O experiente membro da Câmara inglesa põe a mão no ombro de Churchill e dispara: “Meu jovem, você cometeu um grande erro. Foi muito brilhante neste seu primeiro discurso na Casa. Isso é imperdoável! Devia ter começado um pouco mais na sombra. Devia ter gaguejado um pouco. Com a inteligência que demonstrou hoje, deve ter conquistado, no mínimo, uns trinta inimigos. O talento assusta”.

A lição dada a Churchill pela velha raposa do parlamento britânico, mesmo com um certo quê de ironia, de certo modo traduz uma verdade observada em todas as épocas da evolução da humanidade, com muitos episódios em que o talento assustou até os impérios e seus Kaisers, sendo inúmeros os casos em que reinados caíram sem guerra armada, mas derrubados pela palavra de pensadores talentosos e corajosos. Como também a história registra fatos de perseguição, degredação, exílio e aniquilamento de homens inteligentes que desafiaram o poder, quando este, infelizmente, dispunha de armas e força física invencíveis.

Mesmo vencido, o talento incomoda, quando expõe uma verdade crua fustigando os poderosos. Rui Barbosa é um exemplo de brasileiro talentoso, ousado, que incomodou o império e a velha república com sua palavra de fina ferinidade. Vejam esse epigrama/trova do velho Rui, espicaçando ironicamente a burrice:


“Ha tantos burros mandando
em homens de inteligência,
que, às vezes, fico pensando
que a burrice é uma Ciência”. 

Pela obstinação e capacidade que têm os burros de conquistarem poder e riqueza, é de concluir-se que a burrice tem uma qualidade oculta a desafiar a ciência, a psicologia, a sociologia, enfim, o conhecimento mais remoto do ser humano. O burro não vai ter, por isso, reconhecida qualquer competência, mas ter-se-á uma explicação para o fenômeno, estranho, misterioso.

Acho que, mesmo em sendo um trocadilho definindo o paradoxo entre o medíocre e o competente, “o burro é sagaz para ganhar dinheiro; o inteligente é inapetente para consegui-lo”. O filósofo André Comte-Sponville diz que “há gênios infelizes e há imbecis felizes”. Contudo, é de se notar que a infelicidade do gênio não é nenhuma frustração, mas pura lamentação pelo domínio da burrice. A felicidade do imbecil é mera alienação, felicidade esta que geralmente é estragada pelas estocadas dos sábios, com suas certeiras flechas do saber.

De forma refinadamente bem-humorada, Nelson Rodrigues também ironiza o medo do poderoso burro diante do talento, afirmando: “Finge-te de idiota, e terás o céu e a terra”. A sutileza de Nelson Rodrigues ensina que se o talento meter-se a besta, o burro pode destruí-lo. Então, para sair-se bem e não ser incômodo, o talento deve fingir-se de idiota.

Disso tudo, se conclui:
O talento é um perigo!

José Virgolino de Alencar"

Escrito por Virgolino de Alencar às 7h51 AM
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Quarta-feira , 27 de Janeiro de 2016


POEMA

 

O GIRAFA OU O FOFOQUEIRO MESMO!

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QUEM NÃO CONHECE UM PERSONAGEM TIPO “GIRAFA”, COMO DESCREVE MÚCIO TEIXEIRA.
É AQUELE SUJEITO QUE, DE SUA CASA, ESTICA O PESCOÇO PELA JANELA E CONSEGUE ENXERGAR ÍNTIMAS CIRCUNSTÂNCIAS DE PESSOAS DISTANTES, FAZENDO QUESTÃO DE ESPALHAR AO VENTO.
É O POPULAR FOFOQUEIRO POR UM DESVIO PSICOPÁTICO.

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VIRGOLINO DE ALENCAR
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Sobre um jornalista venal, versejou o bruxo gaúcho Múcio Teixeira(1856-1926):

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O GIRAFA

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Múcio Teixeira

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Borrar papel, Girafa!, é teu fadário,
Contra a honra de toda a gente séria;
Oh! alma pustulenta e deletéria...
Oh! ente nauseabundo e salafrário!

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Ontem... entre os rebeldes, mercenário,
Hoje... parece mesmo uma pilhéria!
Qual vende o leito crapulosa Impéria,
A pena alugas por qualquer salário.

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Jornaleiro metido a jornalista,
Dos vícios teus a criminosa lista
Verás aqui... e para além te empurro!

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Por andares na berra, estás na barra;
Pois hoje a Musa em teu focinho escarra,
"Doutor na asneira, na ciência burro!"

Escrito por Virgolino de Alencar às 9h56 AM
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Quarta-feira , 13 de Janeiro de 2016


SONETO

 

PRESO!

 .

Virgolino de Alencar

 .

Preso! Estou sentenciado a sofrer

Nos grilhões do destino, da fortuna,

Sentindo a força da cruel borduna

Atacando-me, sem poder me defender.

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Preso! Sem direito a contradizer

O que me permite a lei...à oportuna

Ação que comute a pena...Tal escuna

Virada a jogar-me ao mar...o que fazer?

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Preso! A vida injusta me trancafiou

Na masmorra que a maldade humana

Para mim um rito kafkiano processou.

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Preso! Permaneço, não sei se me livrarei.

Embora a liberdade, que do peito emana,

Seja o ideal que por ele diuturnamente lutei.

 

 

Escrito por Virgolino de Alencar às 8h10 PM
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Quinta-feira , 07 de Janeiro de 2016


CAMÕES

 

ATENÇÃO: O SONETO ABAIXO É E NÃO É DE CAMÕES.
O SEGUINTE: PESQUISEI NOS 200 SONETOS DE CAMÕES(2.800 VERSOS), EM SONETOS DIFERENTES, 14 VERSOS QUE FORMASSEM UM SONETO COERENTE, QUE REPRESENTASSE UMA DECLARAÇÃO DE AMOR NÃO SUCEDIDO, POR UMA MUSA ANÔNIMA.
PERDÔEM-ME O ATREVIMENTO!

VIRGOLINO DE ALENCAR

Foto de Virgolino De Alencar.

 

Escrito por Virgolino de Alencar às 6h47 PM
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Sábado , 02 de Janeiro de 2016


POEMA - TAMBAÚ

Imagem feita da janela leste de meu apartamento, com a Praia de Tambaú escondida pela floresta de torres.

Escondida Tambaú

(Frustração de quem olha mas não a vê)

 

Virgolino de Alencar

 

Quero, preciso, contemplar-te Tambaú...

Os espigões, arranhando o céu, não deixam,

As torres, como florestas, se enfeixam,

Vendam meus olhos, não vejo teu mar azul.

 

Ah exuberante Tambaú, rainha do cone sul!

Tuas águas, para a vista, injustamente se fecham,

Meus olhos, tristes, lacrimejantes, se queixam...

Não posso apreciar teu cenário a olho nu.

 

O céu é belo, sem nuvem, reluzente, límpido,

O sol brilha, forte, caloroso, intensamente,

Tudo acima do mar aberto é claro, nítido.

 

Tuas águas azuis, ondas mansas, não as vejo,

Sinto um tufão a redemoinhar na mente...

Tenho frustrado (de ver-te) o meu ansioso desejo.

 

Escrito por Virgolino de Alencar às 4h06 PM
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Quinta-feira , 24 de Dezembro de 2015


REFLEXÃO SOBRE O NATAL

 

REFLEXÃO SOBRE O NATAL

REFLEXÃO SOBRE O NATAL

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 Virgolino de Alencar

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Permito-me fazer breve reflexão sobre esta data, o Natal, e sobre este festivo momento na vida de todos nós.

Natal, nascimento, lembra-nos a infância, a fase de criança, esse período fundamentalmente básico da vida. O Natal é festa para toda a humanidade, como é festa especial para as crianças.

Qual a criança que não passa o ano ansiosa para que chegue o Natal e com ele o Papai Noel com os brinquedos, uma fantasia que não faz mal nenhum alimentá-la.

Mas deve fazer a gente refletir sobre a triste realidade de que nem todas as crianças são iguais. As diferenças são imensas e profundas.

Há uma criança que ri, enquanto muitas choram; há uma criança que ganha brinquedos, enquanto muitas nada recebem; há uma criança que tem farta ceia de Natal, enquanto muitas não tem sequer um pão; há uma criança que tem leito para dormir, enquanto muitas dormem ao relento; há uma criança recebendo beijos dos pais, enquanto muitas desconhecem seus pais.

Não quero com isso gerar crise de consciência e tornar amarga a festa de ninguém.  

Ao mostrar essa realidade que, em face da desigualdade, não atinge a todos, a minha intenção é que, aqueles que não são afetados por essa triste realidade, agradeçam a Deus, o Deus de cada um, o Deus de cada crença, porque podem ver suas crianças: sorrir, ganhar brinquedos, cear bem, dormir em seu leito, recebendo seus beijos.

Por isso, devemos pedir ao mesmo Deus que dê a todas as crianças o direito de: sorrir, ganhar brinquedos, cear bem, ter leito para dormir e pais para beijá-los. Ai o Natal será realmente festa de todos.

Que o espírito natalino, que nos toca e nos emociona, ilumine cada um e a todos nós e nos faça refletir, entre muitos outros   problemas da humanidade, sobre este que no Natal é motivo de atenção especial:

Lembrar das crianças, tentando levar a elas: sorriso, brinquedos, boa ceia, leito para dormir e carinhos paternais.

 

Aí a festa de Natal, mesmo que não deixe seu lado profano, consumista, de ricos festejos, estará completa

Escrito por Virgolino de Alencar às 11h56 AM
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Domingo , 20 de Dezembro de 2015


Artigo

 

LULA E A SUA ESCULTURA!

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Virgolino de Alencar

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Lula, ao saber que no studio de um artista tinha uma escultura sua, mas não querendo dar na vista, disfarçou-se e foi conhecer a obra.

Ao chegar depara-se com uma escultura de Aécio. Pergunta o preço, o dono responde apenas que é barata.
Mais adiante, viu uma de FHC, perguntou o preço, o artista respondeu que era mais cara.

Chegando em frente à sua própria escultura, Lula pergunta: "E essa"?

O artista responde:

- Se você comprar as outras duas, essa aí pode levar de graça, que ninguém quer mesmo!!!!!!

Escrito por Virgolino de Alencar às 9h52 PM
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Quarta-feira , 16 de Dezembro de 2015


SONETO

 

EM TEMPO. ABORDO ESSE TEMA NO SONETO ABAIXO SEM QUALQUER VEZO IDEOLÓGICO, SEM VÍNCULO COM POLÍTICA DEMAGOGICAMENTE SOCIALIZANTE.
O MÓVEL É O SENTIMENTO CRISTÃO DA SOLIDARIEDADE COM SERES HUMANOS DESVALIDOS DOS SISTEMAS DE PODER.
ENTENDAM.

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VIRGOLINO DE ALENCAR

Foto de Virgolino De Alencar.

Escrito por Virgolino de Alencar às 9h56 PM
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Domingo , 13 de Dezembro de 2015


POEMA/BÍBLIA

 

BÍBLIA - JOÃO, 8, 23

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Tema:
Segundo João, Jesus deixa claro aos fariseus:
“Vocês são daqui de baixo e eu venho lá de cima.”

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Virgolino de Alencar

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Por Deus Pai, Jesus nos foi enviado
Para nos dar vida, salvar a humanidade...
Dar a seu seguidor a suprema liberdade
Em um mundo que vivia no pecado,
Na mais promíscua sujeira mergulhado.
Por nossa felicidade, o filho de Deus prima,
Dedicando ao irmão a sacrossanta estima.
Dizem os Apóstolos que Cristo fala por Deus,
Segundo João, Jesus deixa claro aos fariseus:
“Vocês são daqui de baixo e eu venho lá de cima”.

Foto de Virgolino De Alencar.

 

Escrito por Virgolino de Alencar às 1h13 PM
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Quarta-feira , 09 de Dezembro de 2015


QUADRAS POPULARES

 

Escrito por Virgolino de Alencar às 9h55 PM
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POEMA/DÉCIMA

 

SUTOR, NE SUPRA CREPIDAM...DE CAMÕES!

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VIRGOLINO DE ALENCAR

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A VIDA TROUXE-ME IRREVERSÍVEL FRUSTRAÇÃO...
NÃO ME PREMICOU COM O DOM DA BELA ARTE,
FEZ-ME CONSEGUIR ALGO, MAS SÓ EM PARTE,
DEIXANDO AMARGURADO UM SONHADOR CORAÇÃO.
A ARTE ENTROU EM MINH'ALMA COMO ORAÇÃO,
COM UM FORTE REMOINHO NAS EMOÇÕES
E SEMEOU NA MENTE APENAS SONHOS E ILUSÕES.
TENTEI DEBALDE SER UM GÊNIO DA POESIA,
MAS NÃO FUI NADA ALÉM DA FRUSTRANTE PORFIA.
O DESTINO NÃO ME LEVOU SEQUER ÀS SANDÁLIAS DE CAMÕES.
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É. LI HOJE A BIOGRAFIA E PARTE DA OBRA DE LUIZ VAZ DE CAMÕES E CONCLUÍ:
QUEM NASCEU PARA VIRGOLINO JAMAIS SERÁ CAMÕES!

V. A.

Escrito por Virgolino de Alencar às 12h36 PM
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Terça-feira , 08 de Dezembro de 2015


POEMA

 

Escrito por Virgolino de Alencar às 9h34 PM
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Terça-feira , 24 de Novembro de 2015


POEMA


CANTANDO À VIDA

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Virgolino de Alencar

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Na vida somei vitórias...

Ganhei láureas...cantei glórias...

Foram muitos os bons momentos.

Mas, como tudo nessa vida,

Fui também fera ferida,

Curti dores...sofri tormentos.

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No somatório, entretanto,

Eu vivo alegre...eu canto...

Tenho paz...tenho fé  na vida.

A Deus não peço nada além

Do que Sua graça – Amém,

Quando for a hora da saída.

 

Escrito por Virgolino de Alencar às 12h43 PM
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POEMA

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AH SE....!

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Virgolino de Alencar

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Ah se as forças que têm arma e poder

Ajudassem enterrar essa ditadura...

Ah se a Justiça fosse independente e pura,

Para indeferir a chicanalha do PT.

.

Ah se houvesse homens para nos defender

Da ação de uma Quadrilha podre, impura,

Sob liderança da mais vergonhosa figura

Que o Brasil, em sua História, viu nascer.

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Ah se esse povo, desfavorecido, acordasse,

Reagisse contra essa espantosa bandalheira

E para o Inferno todos os bandidos mandasse.

.

Nossa pátria seria grande, livre, desenvolvida...

Entretanto, tudo fica no “SE”...a nação dividida,

Acomodada. Só resta o choroso lamento: AH SE....!

Escrito por Virgolino de Alencar às 12h33 PM
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Segunda-feira , 23 de Novembro de 2015


POEMA

A CAMINHADA DA VIDA

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Virgolino de Alencar

.

 

A caminhada da vida tem duas fases:

A primeira é a subida da montanha,

Fase maior, na qual a luta é tamanha

Que exige fôlego na construção de suas bases.

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A segunda é uma descida, quando ases

Da experiência somos e se acompanha

Novo paradigma que dispensa a sanha

De ser mais do que se é. Só feitos eficazes

.

 

Nos interessam nessa fase da idade,

Sem renúncia do que se fez no passado,

Sem enterro da sensação de felicidade.

.

 

Na memória tem muito fato guardado...

Nada para a lixeira do tempo é jogado.

Tudo será entregue para a posteridade.

Escrito por Virgolino de Alencar às 12h21 PM
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POEMA

SEGUINDO DEUS

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Virgolino de Alencar

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Quando o sol desponta no horizonte

E o dia a dia da labuta recomeça,

Eu só peço a Deus que nada impeça

Meu caminhar para a divina fonte

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Onde beberei a água da fé e me apronte

Para a dura batalha da vida...e essa

Representação do destino seja a ponte

A me unir à fortuna...e não meça

.

O preço, o esforço...estes pronto pagarei

Fielmente cumprindo os mandamentos

Que o Senhor editou com a força de Lei.

.

À sua messe estarei preparado pra servir,

Não importa quais sejam os óbices e tormentos...

Deus! Nada me impedirá de feliz Te seguir.



 

Escrito por Virgolino de Alencar às 12h11 PM
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Sexta-feira , 20 de Novembro de 2015


POEMETO

 

SÓ DEUS SERÁ POR NÓS E DESATARÁ OS "NÓS"

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Virgolino de Alencar

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Oh vida cheia de “nós”...
“Nós”, por nós, indesatáveis...
“Nós”, como males incuráveis,
Que ameaçam nos deixar sós.
Resta-nos a fé...resta confiar
Que Deus, Criador, por nós será...
Se não ELE...quem, então, será por nós?

Escrito por Virgolino de Alencar às 12h11 PM
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POEMA

 

DEUS NO COMANDO DA VIDA!

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Virgolino de Alencar

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Se Deus me disser que trilho errado
Os caminhos que escolhi para viver,
Peço-Lhe que me indique como refazer...
Não quero finar-me em imperdoável pecado.

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Refaço minha vida(me tornarei dedicado),
Mergulho na fé, seguindo o cristão dever,
No que a sagrada palavra ensina-me a fazer...
A consciência aceitará o que pra mim for ditado.

.

Ser imperfeito sou, porque afinal Deus assim fez,
Não pretendo, então, só por mim conduzir a vida...
Na escuta...espero que Ele decida a minha vez.

.

Na hora da última e inexorável despedida,
Declaro ao Supremo: “Tudo me satisfez”.
E vou conformado para Sua eterna guarida.

Escrito por Virgolino de Alencar às 11h51 AM
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POEMA

 

COM DEUS, ETERNAMENTE

 

Virgolino de Alencar

 

Quando Deus me trouxe ao mundo,

Ensinou-me a ser um ser honesto...

Viver sem pompa, humilde, modesto,

Jamais ser um errante vagamundo.

 

O Seu saber onisciente, profundo,

É uma cartilha que não acolhe mau gesto...

Só pelo bom viver, então, me manifesto,

Trilhando um percurso sacro e fecundo.

 

Não cedo às efêmeras, enganosas emoções

Que surgem diante de mim constantemente.

Fujo delas, com minha fé e copiosas orações.

 

Sei que a sequência da vida, perenemente,

Exige um proceder longe das más tentações.

Com o Pai, é certo, estarei eternamente.

 

Escrito por Virgolino de Alencar às 11h43 AM
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Sexta-feira , 13 de Novembro de 2015


Artigo

 

LEGALIZAÇÃO DAS DROGAS - Uma Ideia Inoportuna

 

VIRGOLINO DE ALENCAR*

 

Autoridades de nosso país, acuado pela violência e pela força do crime organizado,  lançam uma ideia estapafúrdia, propondo abrir a discussão sobre a legalização e liberação do uso das drogas leves, como se houvesse qualquer grau de leveza no consumo e no vício de drogas. Qualquer entorpecente, alucinógeno, estimulante e assemelhado é, na primeira dose, no primeiro trago ou no primeiro contato, a porta de entrada para o escuro túnel da dependência química, túnel cuja luz situa-se num final pra lá de remoto.

A droga, além de produto proibido e da sua forte estrutura criminosa, inocula na mente e na alma do consumidor um vírus diabólico que transforma o ser humano em bicho inumano, destruindo os seus sentimentos. O traficante não só comercializa uma mercadoria clandestina, pelos escaninhos da ilegalidade. Na realidade, ele vende uma ilusão diluída através da fumaça de um aparentemente inofensivo cigarro de maconha.

O primeiro trago é o primeiro passo da caminhada na via sem retorno rumo à destruição da personalidade, da identidade, da estrutura emocional da pessoa, principalmente do adolescente que se ilude fácil pelo prazer imediato que a droga enganosamente proporciona. Daí em diante, começa uma quebra do adolescente na relação com a família, com a escola, com a sociedade, descuidando-se da saúde, perdendo a autoestima, distanciando-se dos amigos que não curtem o barato, adquirindo uma estranha atração pela reclusão e, paradoxalmente, pelo barulho de sons infernais, numa atitude de provocação e de rebeldia sem causa.

As amizades, os grupos e galeras, com esquisitos comportamentos, mas com características próprias e bem definidas, passam a ser a nova tribo, cercada por figuras de semblantes nitidamente suspeitos, coisas que atraem os adolescentes e jovens, jogando-os de encontro aos costumes familiares, afastando-os do convívio do lar. Instala-se o conflito, de difícil administração, de complexa condução, assustador, deixando o ambiente familiar e social desarticulado, desnorteado, sem paz e harmonia.

Só quem enfrentou tal drama ou conviveu com pessoas que o enfrentaram, só quem ouviu os relatos e as histórias chocantes dos que se defrontaram e sentiram na carne o problema, somente essas pessoas, e são muitas no mundo, podem dar amostras da dimensão da tragédia causada por um adolescente ou jovem que um dia, displicentemente, deu uma tragada num cigarro de maconha. O trago puxou outro, o outro exigiu mais tragos, cada trago cobrando uma dose mais potente, empurrando o agora viciado para a cocaína, heroína, crack, esctazy(ou êxtase), e quando o dinheiro falta, para a degradação do cheiro da cola. Diante da necessidade de fazer dinheiro, não interessa o meio, para adquirir o produto do vício, dá mais um passo e entra definitivamente na perigosa senda da criminalidade.

Isso é um contexto degradante, dantesco, que desejam legalizar, implantando ou plantando no meio social a semente de um mundo satânico, transformando isso aqui no inferno, já não sendo nem mais necessário morrer em pecado para ir viver com Lúcifer. Em vida, começará a ser parceiro do demônio e a arrebanhar adeptos para a seita e seu macabro tabernáculo.

Assim, é infeliz, extemporânea e até perigosa a ideia verberada por autoridades e até especialistas, lançando dúvidas sobre sua própria capacidade de controlar  e entender o criminoso esquema.

Essa inominável tragédia derrocadora da estrutura da família e da harmonia social deve ser rejeitada in limine, recomendando o bom-senso que nem entre em pauta o infame item da legalização das drogas.

O que deve ser pautada é a união da sociedade, dos governos, das instituições sérias, para combater cerradamente o crime, o tráfico, a bandidagem que domina os feudos da produção e da distribuição de drogas, tentando, sim, esfacelar o poder paralelo, ousado e acintoso dos chefões do tráfico, seus asseclas, acólitos, serviçais e comparsas infiltrados até nas áreas institucionais, no aparelho formal do Estado.

Não há outro caminho. Como a saúva, ou acabamos com as drogas ou as drogas acabam com nossa juventude e com o futuro de nosso país.

*Professor Universitário - Aposentado

 

 

Escrito por Virgolino de Alencar às 10h12 PM
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Terça-feira , 29 de Setembro de 2015


ARTIGO/REPLAY

 

Artigo

Publicado nos Blogs: Maria Helena(da Globo Online), Pedro Marinho, Hugão(Unlimited) e Cem Réis e no Portal PMLB 

Watergate X Lulagate

Virgolino de Alencar

Acho que, apesar da distância no tempo, ainda é grande o número de pessoas que lembram do episódio Watergate, quando assessores do presidente Nixon invadiram o edifício onde funcionava o comitê do Partido Democrata e fuçaram nos dados e informações eleitorais guardados na sala pertencente à oposição.

Ao pipocar nas páginas do Washington Post, o assunto terminou no impeachment de Richard Nixon e o político republicano caiu em desgraça e nunca mais foi nada na política americana.

Depois do famigerado episódio, qualquer caso de corrupção na área pública recebia, na designação jornalística, o acréscimo da palavra “gate”. Virou moda.

Tivemos, como exemplo,  o Collorgate, quando também foi defenestrado por impeachment o presidente Collor.

O uso e abuso do termo terminou por retirá-lo de moda e já não se apelida mais os “Casogates”.

Porém, não custa nada, para reavivar a memória da opinião pública frente aos eventos atuais de ocorrências condenáveis, batizar os novos episódios de corrupção explícita cometidos no governo lulopetista, acrescentando a palavra “gate”.

Nesse imbróglio da ex-ministra Erenice Guerra, alguém chegou a chamá-lo de “Erenicegate”, outro, pela proximidade da ministra defenestrada com a sua ex-chefe e muitíssima amiga Dilma Rousseff, sugeriu o termo “Dilmagate”.

Ocorre que, para definir melhor a responsabilidade pelos episódios seriados da Casa Civil do governo Lula, deve ser ressaltado que os fatos subordinam-se diretamente ao chefe maior da Casa, no caso, o presidente da República. Foram tantos os negócios, as transações suspeitas, as ações de lobistas, o envolvimento de parentes e aderentes dos dirigentes que trabalham em sala contígua ao do chefe de governo, que não se pode aceitar a mera escapatória do presidente afirmando que não sabia.

A grande movimentação de pessoas que não tinham funções no governo, mas que davam verdadeiro expediente na Casa Civil, diuturnamente, renitentemente, levaria qualquer pessoa que chefia um setor público a desconfiar e discretamente averiguar e se informar do que acontecia bem diante de suas barbas.

Por isso, apesar de ser uma tecla batida, o episódio, já na casa milesimal do atual governo, não pode deixar de ser chamado de “Lulagate”, porque, seja por ação ou por omissão, ele deve ser responsabilizado e para isso se tem os instrumentos legais à disposição do Congresso Nacional, do Ministério Público e da Justiça, um conjunto de normas que permite  uma ação de responsabilização do presidente da República.

Se não se consegue levar à frente o caso “Lulagate”, classifiquemos então esta nação de “Brasilgate”, ou seja, um país que tem seus princípios básicos norteados pela ativa ação dos corruptos, tem a Constituição da corrupção, onde o capítulo fundamental que abre a carta magna deve ser reescrito da seguinte maneira:  “TÍTULO I - DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA CORRUPNAÇÃO”.

Assim, em obediência a essa neo-Bíblia Política nacional, ninguém denuncie ou fale sobre os atos anti-éticos, imorais, as patranhadas, as bandalheiras, enfim, o assalto ao tesouro nacional.

Será inconstitucional fazê-lo e pode dar cadeia.

 

 

 

Escrito por Virgolino de Alencar às 5h06 PM
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Quarta-feira , 23 de Setembro de 2015


ARTIGO

 

BLOG BRASIL – VIRGOLINO DE ALENCAR

A FELICIDADE DO PONTO DE VISTA DA FILOSOFIA

                       

Virgolino de Alencar

 

A felicidade pode ser vista do ponto de vista da saúde. Se estamos com saúde, fisicamente perfeitos, podemos sentir a sensação de felicidade. Sob o efeito do amor, podemos também ver e sentir a felicidade. O amor, a paixão não doentia, causa estado de felicidade.

Pelo lado do dinheiro, pode-se considerar que há felicidade, não pelo vil metal em si, mas pelo que ele pode proporcionar de bom, de agradável, inclusive porque o dinheiro pode permitir saúde, pode permitir paz no amor. Embora ele não seja o móvel essencial da felicidade, a sua falta torna difícil o usufruto do estado de felicidade.

A realização profissional, mesmo não rendendo somas financeiras, proporciona a felicidade de se ver e se ter a sua criação, seja artística, literária, funcional, reconhecida, aceita, elogiada, decantada.

São muitas as vertentes por onde podemos ver, sentir, observar e entender esse sentimento que faz alma e espírito vibrarem, em euforia, até em êxtase, ás vezes.

Mas, alcançar a essência da felicidade, encontrar a prova real de que um ser humano é ou está feliz, é um desafio tanto científico, medido em quantidades ou qualidades palpáveis, como filosófico, onde o sentir está fora do alcance do ver, não é uma questão de ver para crer, mas simplesmente de crer a partir de observações que dêem base para a tese e para a definição de felicidade.

O que é, então, a felicidade, o que será e como será uma pessoa feliz?

A filosofia nos oferece pistas que constroem um processo de entendimento do que seja felicidade, um processo robusto de provas, testemunhos, ocorrências e episódios da vida de uma pessoa que se encaixam na definição de um estado de felicidade.

A explicação filosófica da felicidade é a explicação da própria filosofia. A filosofia só encontra sentido na busca dos caminhos que possam tornar a humanidade feliz – “o ofício da filosofia é serenar as tempestades da alma”, ensina Montaigne, filósofo francês, citado por Guto Lacaz, em reportagem da Revista Época, sob o título “Felicidade”.

Citado por Lacaz, o filósofo Boécio, rico, inteligente, poderoso em sua época, foi condenado à morte pelo imperador de então. Enquanto aguardava a execução, leu bastante, principalmente obras de filosofia, como forma de enfrentar o suplício. Mesmo nas precárias condições da prisão, Boécio escreveu “A Consolação da Filosofia” e na obra ensinou que “ a felicidade pode entrar em toda parte se suportamos tudo sem queixas”.

Boécio mostra que a filosofia consola, ensina, inspira, podendo tornar a pessoa feliz até na adversidade. Usando um infame trocadilho, pode-se dizer que Boécio não foi beócio (imbecil).

Aceitar os tropeços, entender que eles são inevitáveis, pode tornar a vida feliz. Segundo nos informa o Professor Doutor Flamarion Tavares Leite, em sua obra “Manual de Filosofia Geral e Jurídica – Das Origens a Kant” (Editora Forense – 2006), é o que assegura Zenão, o de Cítio, ou Chipre, filósofo fundador da escola estóica, defendendo que o ser humano abandone as paixões terrenas e as desilusões, sem alimentar falsas esperanças, conformando-se com a vida de acordo consigo mesmo ou com a natureza. Para ele, viver de acordo com a natureza significa viver de acordo com a razão, logo, não há motivo para sofrimento pelas intempéries naturais, e, em não havendo motivo para sofrer, sobrava motivo para ser feliz.

Outro conceito de felicidade está no pensamento de Horácio, seguidor da filosofia epicurista, erroneamente traduzida como defensora da vida frívola, quando na verdade Epicuro buscava controlar as ambições e os desejos, em prol de uma vida simples, onde estaria a felicidade. Nessa linha, dizia Horácio: “carpe diem”, ou seja, viva o dia de hoje, viva com o que tem agora.

Parece contraditório, mas Virgilio ensinava que a felicidade está no hoje e no futuro e é dele outra frase famosa: “carpent sua poma nepotis”, ou seja, pense no futuro, no amanhã, nas gerações pósteras.

Mas que seja sem ambições, sem renegar ou revelar inconformismo com o hoje, sentindo-se infeliz no momento, na ilusão de que o futuro será mais feliz.

Complexo? Sim. Reflexivo? Sim. Contudo, a felicidade, pelo menos no sentido de bem-estar, independentemente de saúde completa, de paixão profunda e de riqueza imensa, pode ser sentida, segundo ensina a filosofia, entretanto, não sendo necessário que sejamos filósofos, para gozar a felicidade.

Basta pensar.

 

Escrito por Virgolino de Alencar às 4h40 PM
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